Publicado em: 17/04/2013 18:48:28.56
Desde setembro de 2012 a gestão superior da Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR) estabeleceu contatos com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) para tratar do Hospital Universitário, sendo a EBSERH, atualmente, a interlocutora oficial do Ministério da Educação (MEC) para tratar da reestruturação dos hospitais universitários em todo o Brasil.
A vinda dos representantes da EBSERH para conhecimento in loco da estrutura destinada ao Hospital Universitário da UNIR foi fundamental para a instituição traçar as metas da retomada do Hospital Universitário, tão essenciais para formação dos acadêmicos da área de saúde.
Após vistoriar o prédio com o propósito de avaliar as condições de implantação do Hospital Universitário da UNIR, o diretor de Logística e Infraestrutura Hospitalar da EBSERH, Garibaldi José Cordeiro de Albuquerque, e o engenheiro da EBSERH, Fernando Pereira Silva, se reuniram hoje, 17, com a reitora da UNIR, professora doutora Maria Berenice Alho da Costa Tourinho, a comissão de implantação do HU, gestores da UNIR, representantes dos acadêmicos dos cursos de Medicina, Enfermagem e Psicologia, além de representantes das Secretarias Estadual e Municipal de Saúde, convidados pela UNIR para conhecer a posição da EBSERH.
Os engenheiros da EBSERH informaram que, em uma avaliação preliminar, o prédio em questão não está apto a receber um hospital universitário no conceito de hospital universitário exigido pelo MEC, apontando que a área física é inadequada. A comissão indicou a necessidade de ser construído um prédio apropriado para atender a demanda universitária, nos moldes determinados pelo MEC.
“Para que um hospital universitário possa começar a funcionar deve ter entre 100 e 150 leitos, com a perspectiva de aumentar a capacidade para 350 leitos. No caso do prédio da UNIR, a capacidade atingiria 56 leitos, mas não há como expandir a obra, não há espaço para isso”, esclareceu o diretor de Logística e Infraestrutura Hospitalar da EBSERH, Garibaldi José Cordeiro de Albuquerque.
Para a expansão, seria necessário ter uma área maior no entorno. “Um hospital universitário não atende somente as necessidade de saúde básica, mas deve comportar laboratórios e pesquisas científicas. Não há como fazer adaptações no prédio atual”, explicou o engenheiro da EBSERH, Fernando Pereira Silva.
A chefe do Departamento de Medicina, professora Ana Lúcia Escobar, ponderou que o hospital universitário não funciona de forma isolada da rede de saúde, mas depende das condições estruturais para atender a demanda.
Para a reitora da UNIR, é imprescindível resolver o que fazer com a estrutura existente”. “Por isso estamos dialogando com as Secretarias Municipal e Estadual de Saúde para decidir de que maneira poderemos atender a sociedade sem perder o seu objeto precípuo, que é o atendimento à saúde. Ao mesmo tempo, temos que iniciar tratativas junto à EBSERH para a construção do nosso hospital universitário nos moldes preconizados pelo MEC”, informou Berenice Tourinho.
Durante a reunião, algumas propostas foram levantadas, como utilizar o prédio para alocar, por exemplo, centros especializados de ortopedia e oncologia, ou atendimento de urgência e emergência, em parceria com os governos estadual e municipal, alinhando os objetivos interinstitucionais com o intuito de atender a promoção da saúde no Estado.