Publicado em: 23/02/2016 15:03:10.293
A mobilização de combate ao mosquito Aedes aegypti na Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR) teve início na manhã desta terça-feira com a realização do Trote Solidário. Durante a atividade, calouros e veteranos do curso de Biologia, sob a orientação de professores, participaram de uma palestra e de uma pesquisa de campo, cujo objetivo foi identificar e eliminar os principais focos de criadouro do mosquito no campus de Porto Velho.
A ação envolveu cerca de 40 alunos, além de voluntários, professores e técnicos da Instituição. De acordo com a professora Elieth Afonso de Mesquita, chefe do Departamento de Biologia, o projeto começa com os alunos do curso de Biologia, que se tornarão multiplicadores no campus de Porto Velho, e depois se estenderá para todos os campi da UNIR, por meio de um projeto de extensão com duração de quatro anos.
Palestra
O responsável por proferir a palestra aos alunos foi o pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Luiz Hermam, que é entomologista e faz parte do comitê criado na UNIR para combater o mosquito Aedes aegypti.
Antes de sair a campo, os alunos receberam orientações gerais sobre o mosquito e sobre as doenças que podem ser transmitidas por ele, como, por exemplo, o zika vírus, a dengue e a febre chikungunya. Foram orientados também sobre a necessidade de registrar os dados coletados para que sirvam de base para a pesquisa que será desenvolvida na Universidade, a partir dessas informações.
Para Herman, a ação é importante porque chama a atenção do cidadão para a responsabilidade de combater o mosquito. “O poder público tem o dever de implantar políticas públicas de combate ao Aedes aegypti, mas é preciso que a sociedade também faça a sua parte. É uma questão de cidadania”, observou.
O entomologista informou que, de acordo com pesquisas realizadas recentemente pela Fiocruz em Rondônia, já foram identificados focos do mosquito até mesmo em fossas sanitárias e em poços. Conforme o pesquisador, o caminho para prevenir as doenças transmitidas pelo Aedes é eliminar definitivamente os criadouros do mosquito.
Pesquisa de campo
Após a palestra, alunos e professores dividiram-se em três grandes grupos e saíram a campo para realizar a identificação e o mapeamento das áreas de infestação do mosquito. Os alunos verificaram que qualquer lugar que acumule água pode se tornar um criadouro do mosquito, seja um copo descartável, uma tampinha, um balde ou embalagens de marmita descartados em lugares impróprios.
A universitária Socorrro França, do 1º período de Biologia, acredita que o trote solidário é uma alternativa aos trotes violentos e humilhantes realizados em outros lugares e que a iniciativa é importante para ajudar a sociedade a se conscientizar sobre a importância da prevenção e eliminação dos criadouros.
E para a professora Gean Carla da Silva Sganderla, que acompanhou um dos grupos na pesquisa de campo, além de conscientizar os alunos sobre o tema, o trote solidário permite que eles realizem pesquisas na instituição desde o momento que saem a campo para identificar os focos de infestação até mais tarde, na tabulação dos dados e no desdobramento do projeto.
“É importante dizer que na pesquisa de campo os alunos já estão imaginando propostas de como minimizar os problemas, como, por exemplo, já sugeriram colocar telas para cobrir os suspiros das fossas. E daí por diante, conforme forem surgindo novas evidências, buscar alternativas para combater o mosquito e as doenças”, finalizou a professora.