Publicado em: 19/02/2016 12:57:22.236
Representando a reitora da Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR), a sanitarista da instituição, Ailza de Medeiros Santos, participou nesta sexta-feira (19) pela manhã, da Mobilização Nacional da Educação – Zika Zero, que concentrou atividades em escolas de todo o país para o combate ao mosquito Aedes aegypti.
Em Porto Velho, o evento aconteceu na Escola Estadual de Ensino Médio Major Guapindaia e contou com a participação do ministro-interino da Controladoria-Geral da União (CGU), Carlos Higino de Alencar, e do governador de Rondônia, Confúcio Moura, além de outras autoridades, estudantes, professores e servidores da escola.
Após a abertura do evento, o ministro participou de uma conversa com cerca de 400 estudantes da escola para debater as ações de prevenção ao mosquito. "Essa não é uma batalha do governo apenas, mas da sociedade como um todo", disse Higino. "Acredito na força da mobilização das escolas e dos estudantes, levando o conhecimento do combate ao mosquito para as residências de todo o Brasil", afirmou o ministro.
Como parte da programação, Carlos Higino ministrou uma aula de orientação aos estudantes sobre a necessidade de mobilização para o combate ao mosquito transmissor da dengue, da febre chikungunya e do vírus zika. "Assim como o combate à corrupção, a questão do Zika é um problema mundial que precisa unir governos e sociedade", afirmou Higino aos estudantes. Também foram distribuídos materiais informativos na escola e no entorno com explicações sobre medidas de prevenção e orientações sobre a importância do envolvimento de toda a população na eliminação dos criadouros do mosquito.
Para Confúcio Moura, os jovens levam o conhecimento para casa e engajam os pais e vizinhos na luta contra o mosquito. "Ações como essa nas escolas são fundamentais para que possamos combater a proliferação dessas doenças", ressaltou o governador.
A ação dá prosseguimento ao proposto no Pacto da Educação Brasileira contra o Zika, firmado em 4 de fevereiro entre o Ministério da Educação, demais representantes do governo federal, de estados e municípios, além de instituições e organizações públicas e particulares. Assinam o documento 19 entidades representativas, como Fórum Nacional de Educação (FNE), Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Andifes), Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), Associação Brasileira de Instituições de Educação Evangélicas, Fundo das Nações Unidades para a Infância (Unicef) e Conselho Nacional de Educação (CNE).
Mobilização nacional - O Ministério da Saúde mobilizou as equipes do Programa Saúde na Escola para ampliar as ações de saúde aos estudantes da rede pública. O programa está presente em mais de 78 mil escolas em 4.787 municípios brasileiros. São, atualmente, 32 mil equipes da Atenção Básica envolvidas no programa, que começam a ser mobilizadas a partir desta sexta-feira (19).
A mobilização nacional da Educação conta com o apoio dos militares para as visitas às escolas e palestras aos alunos. Trata-se da quarta fase da operação do Ministério da Defesa para contribuir com o combate ao Aedes aegypti. A primeira ocorreu entre os dias 29 de janeiro a 4 de fevereiro, com a erradicação dos focos de mosquito nas unidades militares. A segunda foi realizada no último dia 13, com a mobilização nacional e o emprego de 220 mil militares em 428 municípios. E, na terceira fase, entre os dias 15 e 18 de fevereiro, 55 mil militares atuaram em cerca de 290 municípios, por meio do combate direto aos focos e de visitas às escolas.
Pós-mobilização – Considerando a necessidade de cuidado permanente com a erradicação dos criadouros do mosquito, o MEC promoverá iniciativas para que o tema continue em discussão no ambiente escolar. Uma das ações será a inclusão das atividades de combate e prevenção nos Termos de Compromisso dos municípios com o Programa Saúde na Escola (PSE), executado em parceria entre o MEC e o Ministério da Saúde e voltado aos estudantes da educação básica, gestores e profissionais de educação e saúde e estudantes da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica e da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Além disso, está prevista a inclusão do tema do combate ao Aedes aegypt na edição de 2016 do Prêmio Professores do Brasil, iniciativa que reconhece, divulga e premia o trabalho de professores de escolas públicas de todo o país que contribuem para a melhoria dos processos de ensino e aprendizagem nas salas de aula. Na edição de 2015, 11.812 professores de escolas públicas participaram da concorrência. Será, ainda, produzido material didático voltado especificamente ao tema para distribuição nas escolas.
Fonte: CGU