Acadêmico do curso de Engenharia Florestal da UNIR relata experiência no Programa Ciência sem Fronteiras


Publicado em: 20/01/2016 09:53:31.894


\"\"   “Foram 472 dias de uma intensa experiência”. É assim que o estudante Lucas Henrique Vieira Lenci define o intercâmbio que realizou nos Estados Unidos (EUA). O estudante é aluno do 7º período do curso de Engenharia Florestal da Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR), do campus de Rolim de Moura, e participou do Programa Ciência sem Fronteiras, do governo federal. Lucas Henrique relatou a experiência de passar um ano e quatro meses estudando e trabalhando em outro país.
   No dia 29 de agosto de 2014, Henrique partiu para os Estados Unidos para fazer o intercâmbio na University of Florida, na cidade de Gainesville, Flórida. “Deixei o conforto do meu lar e a tranquilidade da minha cidade para abrir os olhos e conhecer o mundo. Confesso que o medo de deixar a minha casa e a ansiedade de conhecer o mundo ocupavam o mesmo espaço na minha cabeça, fazendo com que eu chorasse de tristeza por fazer as malas, mas também sorrisse de felicidade ao olhar para o cartão de embarque”, disse o estudante sobre a ansiedade de realizar uma experiência totalmente nova em sua vida.
   A preparação do estudante antes da viagem não foi nada fácil. Ele conta que foi necessário passar pelo processo seletivo do Programa Ciência sem Fronteiras, uma jornada bastante cansativa, segundo ele. “Isso incluiu etapas como aplicação inicial, escolha do destino, realização do teste de proficiência em inglês, solicitação de passaporte, emissão de visto, além de tantos outros procedimentos ao chegar ao país de destino”.
   Chegando aos EUA, o acadêmico se surpreendeu com a diversidade do lugar. “Desde o primeiro dia, tive a sensação de que o intercâmbio seria uma experiência incrível. A efervescência cultural e a diversidade de culturas na Universidade estrangeira me cativaram desde o princípio. A quantidade de eventos, a variedade de atividades acadêmicas, esportivas e culturais e a diversidade de pessoas vindas de todas as partes do mundo me fizeram sentir como se eu estivesse constantemente dentro de uma sala de aula”, afirmou.
\"\"    Em seu primeiro semestre na Universidade da Flórida, Lucas Henrique participou de um curso intensivo de inglês, no qual teve a oportunidade de conviver com alunos de diferentes países do mundo, como Estados Unidos, China, Venezuela, Japão, Colômbia, França, Coreia do Sul e Arábia Saudita, que também participavam de programas de intercâmbio. “Esse programa de inglês é excelente e os professores são muito bem capacitados, facilitando o processo de aprendizagem da segunda língua. Além disso, estar em contato com o diferente nos faz abrir a mente, quebrar preconceitos, discutir a nossa própria identidade e aprender a conviver com outras percepções”.
   Lucas Henrique afirma que, após o curso de inglês, acreditava estar preparado para começar os semestres de aulas acadêmicas. No entanto, estar em uma aula de nível acadêmico, ser um dos poucos, senão o único, estudante estrangeiro e, principalmente, ser avaliado da mesma forma que nativos da língua inglesa pareceu-lhe um pouco assustador no começo da experiência. “Mas em poucos dias o medo tornou-se euforia. Os professores eram muito atenciosos e estavam sempre dispostos a me ajudar. Além disso, eles entendiam a dificuldade com o idioma e faziam de tudo para me auxiliar e me fazer sentir protagonista na sala de aula. Dessa maneira, assim que o inglês deixou de ser um desafio, eu passei a gostar muito do método de ensino, que se baseia na aprendizagem independente e no estudo constante com tarefa de casa todos os dias e muito projetos a serem realizados”, explicou.
   De acordo com o estudante, a relação professor-aluno também era muito interessante. “O respeito era mútuo e a comunicação muito eficiente. Uma vez inserido no universo acadêmico americano, aproveitei ao máximo todas as oportunidades: seminários, palestras, conferências, mesas de estudos, apresentações culturais, além de todas as opções de lazer como cinema gratuito, apresentações musicais, esportes, entre outras atividades”, completou.
   Lucas Henrique explica que, para a maioria dos bolsistasdo Ciência sem Fronteiras, o verão americano, que acontece de maio a agosto, é o período dedicado ao estágio. “No meu estágio, executei atividades de coleta, processamento e análise de dados. Foi um período muito importante porque aprendi sobre pesquisa científica, ganhei muita experiência prática de campo e descobri o rumo que quero tomar após a graduação”.
   O estudante conclui que a experiência no programa Ciência sem Fronteiras foi um período de “muito desenvolvimento pessoal, acadêmico e profissional. Sou muito grato pela oportunidade concedida e sinto que tenho o dever de retribuir ao país que tem sido tão generoso comigo”. Por fim, o acadêmico agradeceu a todos que colaboraram para que ele pudesse participar dessa experiência: à CAPES e ao CNPq; à UNIR e a toda a equipe do Ciência sem Fronteiras; aos professores e ao Departamento de Engenharia Florestal; à Direção do Campus de Rolim de Moura; à equipe da Biblioteca Setorial Fernando Pessoa; aos amigos e à minha família.
Fotos: Arquivo pessoal