Publicado em: 10/12/2015 17:58:25.535
Reitora da UNIR, professora doutora Berenice Tourinho, participa da inauguração
Foi inaugurado hoje, 10, o Memorial Rondon, o Marechal da Paz, no Largo da Capela de Santo Antônio, Estrada de Santo Antônio, em Porto Velho-RO. O memorial é fruto de projeto elaborado pela 17ª Brigada de Infantaria de Selva e pela Memória Civelli Produções Culturais. A partir de amanhã o espaço estará aberto à visitação do público em geral.
Na abertura do evento, autoridades destacaram os benefícios que o Memorial vai proporcionar para o Estado, privilegiando alunos e a população em geral, o conhecimento do resgate histórico da vida do Marechal Cândido Rondon e sua passagem por Rondônia. Outro ponto destacado é a importância em dar continuidade ao projeto.
A cerimônia também teve a presença de parentes do Marechal Cândido Rondon, que evidenciaram a emoção pela homenagem em reconhecimento ao trabalho de Rondon. Participaram o sobrinho, coronel Rondon, e duas netas, Maria Cecília Rondon Amarante e Beatriz Rondon.
O sobrinho deMarechal Cândido Rondon, coronel Rondon, emocionado, destacou a relevância que Rondon tem para a história do Brasil e lembrou as palavras pronunciadas pelo cacique Bororo Cadete, amigo de longa data, que chamava Rondon de 'o grande chefe Pagmejera'. “Nosso grande chefe chegou! O grande chefe bororo! Vem morrer aqui porque bororo sabe chorar seus mortos”. O cacique dizia que Rondon deveria morrer entre os “seus”, os Bororo, já que era descendente dos Bororo.
O superintendente estadual de Turismo (SETUR), Júlio Olivar, destacou que o espaço proporcionado para o Memorial Rondon se converte, agora, no principal atrativo turístico de Porto Velho.
A reitora da UNIR, Maria Berenice Alho da Costa Tourinho, destacou que a inauguração do espaço é um compromisso com Rondônia, com a cultura e com a história. “Acompanhamos há 3 anos o projeto de implantação do Memorial Rondon e sabemos da importância de enaltecer a história, por meio da experiência cultural e acadêmica.”
Uma das netas de Marechal Rondon, Maria Cecília Rondon Amarante, lembrou que o avô viveu tantas coisas em Rondônia que poderia dizer que ele também era daqui. “Falar de Rondon é falar da causa indígena, do nosso país, da língua de cada povo, da cada cultura de cada povo. Proponho, em memória de Rondon, um compromisso de todos para defender os povos indígenas em todos os cantos”. Maria Cecília pediu, ainda, para que todos refletissem o lema de Rondon em sua expedição pela Amazônia: “morrer se preciso for, matar nunca”.
O comandante da 17ª. Brigada de Infantaria de Selva, General Ricardo Augusto Ferreira Costa Neves, lembrou que a concretização de um projeto só é possível com mobilização de várias pessoas e entidades em prol da promoção de boas açoes para a sociedade. “Com o Memorial Rondon estamos, hoje, como coletividade, enquanto sociedade, para enaltecer a nossa cultura e a nossa identidade”.
Sobre o projeto
O projeto do Memorial Rondon, o Marechal da Paz, contou com o apoio de várias instituições, entre elas a Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Aprovado pelo Ministério da Cultura, via Lei Rouanet, tem por objetivo apresentar à população rondoniense a história do Patrono das Comunicações. O projeto é composto por vídeos, fotos e documentos históricos diversos que mostram a vida e obra de Cândido Mariano da Silva Rondon (1865-1958).
No local, os visitantes poderão conferir projeções de documentários com cenas originais da Comissão Rondon (1912 -1930) e de filmes dirigidos e produzidos por Mario Civelli. Os painéis foto biográficos, com fotos raras (1880-1958) e textos, mostram a participação de Rondon em importantes fatos históricos. O espaço conta também com recriações cenográficas, feitas a partir de fotos históricas do cotidiano das expedições da Comissão Construtora de Linhas Telegráficas Estratégicas, e maquetes de postos telegráficos construídos no estado de Rondônia. O acervo possui ainda mapas históricos, fotos de família, cartas, documentos, pôsteres e fotos históricas da cidade de Porto Velho e da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.
O Memorial é inaugurado no ano em que se comemoram 150 anos do nascimento de Rondon (1865-2015), o centenário da Linha Telegráfica Estratégica de Cuiabá a Santo Antônio do Madeira (1915-2015) e logo após o centenário da Expedição Científica Roosevelt-Rondon (1914-2014), que explorou e colocou nos mapas o até então desconhecido e misterioso “Rio da Dúvida”, o Rio Roosevelt.
A visitação estará aberta ao público em geral a partir do dia 11, de terça a domingo, das 10h às 16h. Os interessados poderão fazer o agendamento de visitas guiadas pelo telefone (69) 3216-2438.