Às margens do Guaporé estudantes discutem as fronteiras luso-brasileiras e a edificação do Forte Príncipe da Beira


Publicado em: 24/11/2015 14:36:15.01


   \"\"O Rio Guaporé que recorta parte do que hoje é conhecido como o estado de Rondônia, no século XVIII foi palco de vivências, experiências, comércio e expressão da expansão do domínio português em espacialidades diversas. Como marco geopolítico construiu-se nas franjas do rio uma fortificação imponente e repleta de elementos da cultura luso, no lugar também se formaram quilombos e comunidades de livres pobres.
    Ao modelar de modo coletivo outros limites para a “sala de aula”, sentados em embarcações, estudantes do curso de história do Campus de Rolim de Moura (UNIR) viajaram até a cidade de Costa Marques (RO) entre os dias 20 e 21 de novembro. Lá tiveram a oportunidade de conhecer parte do patrimônio histórico material e imaterial que marca a historicidade local. Os acadêmicos do quarto e do segundo períodos junto com a professora doutora Adriane Pesovento puderam ver e compreender parte da história da América Portuguesa e suas relações com América Espanhola. \"\"
   As viagens são momentos únicos e importantes para aproximar o estudante do contexto histórico, pois o que seria apenas conhecido pelas palavras de autores, naquela oportunidade foi interpretado por outras formas de leitura. Cada estudante fez a sua, ao perguntar-se, observar, ver, sentir e problematizar a história a partir de edificações como a do Forte Príncipe da Beira, que em seguida foram discutidas em conjunto uns com os outros.
   \"\" Os acadêmicos puderam perceber que fronteiras são categorias socialmente construídas e que extrapolam os limites físicos. “No caso da fronteira oeste, as relações com as Missões de Mochos e Chiquitos (América Espanhola), as sociabilidades entre indígenas e sociedade envolvente, as relações de trabalho e resistência dos negros escravizados, o contrabando proibido e o velado, praticado por agentes da Coroa Portuguesa, os mecanismos de controle impostos. As ressignificações construídas a partir das ordenanças portuguesas”, explicou a professora Adriane.
   No estudo foi questionado por parte dos estudantes a situação em que o Forte Príncipe da Beira encontra-se. “Ao compreender a importância daquele patrimônio, o abandono, a necessidade de restauração, muitos demonstraram preocupação quanto à necessidade de que se mantenha firme, dinâmico e que, assim,  permita que outras gerações possam conhecer fragmentos da história do que hoje é Rondônia e outrora fora Capitania de Mato Grosso”, finalizou a docente.   \"\"
 

 \"\"
 \"\"