Publicado em: 21/09/2015 08:35:53.843
Após uma temporada de quase um ano e meio de intercâmbio na Universidade de Sydney (The University of Sydney), na Austrália, o estudante de Engenharia Civil da Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Felipe Aníbal Pereira Alves, retorna ao Brasil e conta um pouco sobre sua experiência no exterior.
O estudante foi bolsista do Programa Ciência sem Fronteiras (CsF), do Governo Federal, no período de janeiro de 2014 a junho de 2015, na Universidade de Sydney. No intercâmbio, cursou Inglês durante 25 semanas e, posteriormente, dois semestres no curso de Engenharia Civil. Ele afirma que foi uma experiência muito importante para a sua formação acadêmica e pessoal. “Foi uma experiência sem tamanho, onde tive oportunidade de estudar ao lado de alunos excelentes, estrangeiros e brasileiros, e professores altamente capacitados da Austrália e de outros países”, comentou.
Intercâmbio
Nos primeiros cinco meses que passou na Austrália, Alves participou de um curso de Inglês para alunos estrangeiros. O curso foi realizado na própria universidade, que possui um departamento exclusivo para alunos vindos de países que não têm o inglês como língua materna.
No curso de inglês, além do estudo da língua, o estudante conta que teve a oportunidade de conviver com alunos provenientes dos mais variados países: Arábia Saudita, China, Colômbia, Equador, Costa Rica, Panamá, Japão, Indonésia, Vietnã e Nigéria, e que, além do contato diário com estrangeiros no curso de inglês, optou por morar apenas com estrangeiros com o objetivo de se aprofundar no aprendizado do idioma e de conhecer outras culturas. A decisão o proporcionou ainda o convívio com pessoas da França, Alemanha, Índia e Chile.
“Após três meses de curso, já havia conseguido a nota do IELTS [exame de proficiência em Língua Inglesa] para entrar diretamente no curso de Engenharia Civil na universidade, mas ainda fui alocado para um curso com enfoque pesado em habilidades necessárias para a graduação: fazer relatórios técnicos, análise crítica, entre outros”, explicou.
Com aptidão e a fluência necessária na língua Inglesa, o estudante seguiu para o curso de Engenharia Civil da Universidade de Sydney. “Em geral, não tive dificuldades de adaptação ao novo idioma, às diferenças culturais ou ao clima, porém apresentei grande dificuldade quanto ao ritmo de estudo. Passei extensas horas na biblioteca, principalmente em épocas de prova, tendo dias que somaram mais de 11 horas de estudo. No fim, alcancei o resultado que gostaria, fui aprovado em todas as disciplinas e fiz um estágio na área”, comemorou o estudante.
O estágio foi realizado em uma empresa de construção, onde o estudante acompanhou a rotina de um canteiro de obras na Austrália. “Participar de um ambiente profissional no exterior foi extremamente gratificante, pude aprender diferentes sistemas construtivos, acompanhar a evolução da construção de um prédio de sete andares, ver diferentes formas de contratação, e além do mais fui capaz de aplicar meus conhecimentos acadêmicos em um contexto real”, comentou.
A Universidade de Sydney – The University of Sydney
Segundo o estudante da UNIR, em geral, o método de ensino das universidades australianas é diferente da maioria das universidades brasileiras. Alves conta que lá as aulas são ministradas em grandes salões, em formato de teatro, com capacidade para aproximadamente 300 alunos e que quase todas as aulas são gravadas, possibilitando ao aluno assisti-las em plataforma eletrônica posteriormente. “Um aspecto interessante desse método é que o estudo por conta é mais enfatizado do que o estudo em sala de aula. As aulas são para introduzir o tema, tirar dúvidas e guiar o estudo, ou seja, são orientativas, cabe ao aluno aprofundar-se no conteúdo estudando sozinho”.
Para facilitar os estudos, a Universidade de Sydney oferece uma infraestrutura “gigantesca” para os alunos, o que inclui várias bibliotecas – algumas delas com funcionamento 24h, mesmo em feriados, “computadores disponíveis para os estudantes em todo o campus, eventos e feiras técnicas que ocorrem com bastante frequência e muitos laboratórios de pesquisa. Segundo Alves, a Universidade também incentiva a prática de esportes e de atividades de lazer, disponibilizando quadras de tênis, campo de rugby e academia. “Portanto, os estudantes da The University of Sydney têm vários recursos disponíveis para estudar e fazer pesquisa a hora que quiserem e para se divertirem quando der”, conclui o estudante.
CsF
Lançado em dezembro de 2011, o Ciência sem Fronteiras é um programa que oferece oportunidades de bolsas de estudo no exterior, financiadas pelo Governo Federal, para alunos de graduação, pós-graduação e de cursos superiores de tecnologia de instituições de ensino superior, públicas ou particulares de todo o país. Há também as bolsas no País, que incentivam a atração de renomados pesquisadores e líderes de grupos de pesquisa no exterior para o Brasil e de jovens cientistas, nas modalidades: Pesquisador Visitante Especial e Bolsa Jovens Talentos.
Para saber mais sobre o programa, acesse: http://www.cienciasemfronteiras.gov.br/web/csf/home.