Publicado em: 09/07/2015 10:12:50.918
Amanhã, dia 10 de julho, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) realizará uma coletiva de imprensa para o lançamento do IV Congresso Nacional da CPT, que acontecerá de 13 a 17 de julho, próxima semana, com o apoio da Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR), no Campus José Ribeiro Filho, em Porto Velho (RO). O evento reunirá cerca de mil pessoas de todas as regiões do país, entre agentes de Pastoral, trabalhadores e trabalhadoras rurais, comunidades tradicionais e militantes dos mais diversos movimentos sociais. Com o tema “Faz escuro, mas eu canto” e “Memória, Rebeldia e Esperança dos pobres do campo”, a CPT celebra, também, seus 40 anos nesse ano. A coletiva de imprensa será no auditório UNIR-Centro, em Porto Velho, a partir das 10h.
Estarão presentes na coletiva o bispo emérito de Ji-Paraná (RO), Dom Antônio Possamai; a reitora da UNIR, Maria Berenice Alho da Costa Tourinho; a representante da coordenação da CPT em Rondônia e da coordenação do Congresso, Maria Petronila Neto; o representante da coordenação nacional da CPT e da coordenação do Congresso, Thiago Valentim; e o trabalhador rural, assentado e membro do conselho da CPT Rondônia, Sandoval Cordeiro de Sousa.
40 anos da CPT
A CPT nasceu em 1975, durante o Encontro de Bispos e Prelados da Amazônia, realizado em Goiânia (GO). Desde o início a CPT desenvolveu junto aos trabalhadores e trabalhadoras da terra um serviço pastoral. Fundada em plena ditadura militar, como resposta à grave situação dos trabalhadores rurais, posseiros e peões, sobretudo na Amazônia, a CPT teve um importante papel. Ajudou a defender as pessoas da crueldade deste sistema de governo, que só fazia o jogo dos interesses capitalistas nacionais e transnacionais, e abriu caminhos para que ele fosse superado. Ela nasceu ligada à Igreja Católica. Mas já nos primeiros anos a entidade adquiriu um caráter ecumênico, tanto no sentido dos trabalhadores que eram apoiados, quanto na incorporação de agentes de outras igrejas cristãs, destacadamente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB).
Os posseiros da Amazônia foram os primeiros a receber a atenção da CPT. Rapidamente, porém, a Pastoral da Terra estendeu sua ação para todo o Brasil, pois os lavradores, onde quer que estivessem, enfrentavam sérios problemas. Assim, a CPT se envolveu com os atingidos pelos grandes projetos de barragens e, mais tarde, com os sem-terra. Terra garantida ou conquistada, o desafio era o de nela sobreviver. Por isso, a Agricultura Familiar mereceu um destaque especial no trabalho da entidade, tanto na organização da produção, quanto da comercialização. A CPT também atua junto aos trabalhadores assalariados e os boias-frias, que conseguiram, por algum tempo, ganhar a cena, mas que enfrentam dificuldade de organização e articulação. Além destes, há ainda os "peões", submetidos, muitas vezes, a condições análogas às da escravidão.
Em cada região, o trabalho da CPT adquiriu uma tonalidade diferente de acordo com os desafios que a realidade apresentava, sem, contudo, perder de vista o objetivo maior de sua existência: ser um serviço à causa dos trabalhadores rurais, sendo um suporte para a sua organização. O homem do campo é que define os rumos que quer seguir, seus objetivos e metas. A CPT o acompanha, não cegamente, mas com espírito crítico. É por isso que a CPT conseguiu, desde seu início, manter a clareza de que os protagonistas desta história são os trabalhadores e trabalhadoras rurais.
Serviço:
Coletiva de Imprensa – Lançamento do IV Congresso Nacional da CPT
Quando: 10 de julho (sexta-feira), a partir das 10h.
Local: Auditório da UNIR-Centro – Avenida Presidente Dutra, 2965 – Centro – Porto Velho (RO).
Informações: Cristiane Passos – (69) 9368-1171
Elvis Marques – (69) 9358-6065
Mais informações sobre o Congresso: www.cptnacional.org.br / @cptnacional
Fonte: Comunicação CPT