Professora da UNIR participa da Oficina para Avaliação do Estado de Conservação dos Primatas do Brasil


Publicado em: 18/09/2012 04:52:35.335


      A professora doutora Mariluce Messias, do Departamento de Biologia da Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR), participou da Oficina para Avaliação do Estado de Conservação dos Primatas do Brasil. A oficina aconteceu na ACADEBIO, em Iperó/SP, no período de 30 de julho a 3 de agosto. Reuniram-se 38 especialistas de diversas instituições.

      A oficina contou com a participação da ponto focal do processo de avaliação do estado de conservação dos primatas brasileiros, Amely Martins, uma equipe de quatro redatores, Emanuella Félix, Gabriela Ludwig, Maurício Santos e Taíssa Régis, todos do CPB/ICMBio, três técnicos responsáveis pela espacialização dos dados durante a oficina, André Alonso e Ivy Nunes do CPB/ICMBio, e Werner Gonçalves do Centro Nacional de Sensoriamento Remoto -  CSR/IBAMA, além dos facilitadores Carlos Eduardo Guidorizzi, da Coordenação de Avaliação do Estado de  Conservação da Biodiversidade – COABio e Roberta Santos do Centro de Pesquisa e Gestão de Recursos Pesqueiros do Litoral Sudeste e Sul – CEPSUL/ICMBio, e da Coordenadora de Avaliação do Estado de  Conservação da Biodiversidade Rosana Subirá. A oficina foi coordenada pelo CPB, com apoio da COABIO.

      Foram avaliados 137 táxons indicados anteriormente com ocorrência no Brasil, sendo incluídos dois novos durante a oficina como sugestão dos pesquisadores, o que levou ao resultado final de 139 táxons de primatas brasileiros avaliados.

      Em comparação com a última avaliação aumentou-se o número de 26 para 36 táxons de primatas brasileiros ameaçados de extinção, e um total de 56 táxons tiveram categorização diferente, sendo que destes 9 tiveram o grau de ameaça aumentado enquanto 11 táxons foram classificados em uma categoria de menor risco.

       A avaliação foi realizada em dois grupos de trabalho para avaliar os primatas amazônicos e não-amazônicos respectivamente, e para cada táxon foi realizada a leitura e análise de sua ficha pela plenária que apontou, sempre que necessário, os pontos de correção ou inserção de novas informações. Além da ficha, a plenária avaliou os mapas de distribuição de cada táxon, também identificando os pontos de correção ou inserção de novos dados. Após as análises das fichas e mapas cada táxon foi categorizado de acordo com as categorias e critérios da UICN – União Internacional para a Conservação da Natureza.

       Dos 139 táxons avaliados, 6 foram categorizados como Criticamente Em Perigo, 17 como Em Perigo, 13 Vulneráveis, 13 Quase Ameaçados, 13 Dados Insuficientes, 76 Menos Preocupantes e 1 espécie foi considerada Não Aplicável para a avaliação no Brasil.

       Ao final da oficina todos os participantes manifestaram grande satisfação na possibilidade de colaborar com o processo de avaliação e, além disto, poder contribuir para o estabelecimento de políticas públicas voltadas à conservação dos primatas do Brasil.

       O resultado da avaliação será validado por especialistas na aplicação de critérios e categorias da UICN para posterior publicação das fichas técnicas com respectivas avaliações de cada espécie.

     A entidades que enviaram representantes foram: UNB, UFSJ, MPEG, Conservation International, UFAC, UFGO, WCS, Instituto Mamirauá, UFPR, UNEMAT, INPA, Universidade da Califórnia, UFSC, UFMS, PUCRS, CECO, UFRJ, IESB, UFPA, UFRPE, UNIR, UERGS, UNIMONTES, IPE, Instituto Florestal – SP e CSR/IBAMA. Além da equipe do ICMBio: CPB, COABIO, CEPAM, PARNA Viruá e CEPSUL.