Professora do campus de Rolim de Moura lançará livro em Seminário Internacional


Publicado em: 20/11/2014 16:13:19.332


   A professora doutora e líder do Centro de Estudos Marxistas em Educação e História na Amazônia, Marilsa Miranda de Souza, do Departamento de Educação da Fundação Universidade de Rondônia (UNIR), campus Rolim de Moura, participará como conferencista e lançará seu livro Imperialismo e Educação do Campo no V Seminário Internacional Sobre Capitalismo Burocrático na Explicação do Subdesenvolvimento e do Atraso Social: Brasil, Espanha e Índia.
   O evento ocorrerá de 24 a 29 de novembro, na Universidade Estadual de Pernambuco (UPE), campus de Petrolina. O Seminário visa aprofundar o diálogo entre os diversos pesquisadores do campo das Ciências Sociais para a compreensão da realidade social de países de capitalismo atrasado, também conhecidos como países de Capitalismo Burocrático. 
Sobre o livro
     O livro Imperialismo e Educação do Campo foi lançado ontem, 19, na UNIR, no evento V Semana Educa e será lançado também na  XII Jornadado “Grupo de Estudos e Pesquisas História, Sociedade e Educação no Brasil” (HISTEDBR), na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que acontecerá de 2 a 4 de dezembro de 2014. 

\"\"   A obra é resultante da pesquisa de doutorado da autora, desenvolvida no Estado de Rondônia, na Amazônia Ocidental brasileira, cujo objetivo foi, segundo a própria autora, "identificar e analisar as políticas públicas existentes na educação do campo em Rondônia e as propostas construídas pelas organizações camponesas para a educação do campo, delimitando o estudo no período de 1990 até os dias atuais, no nível de ensino fundamental". O tema central do livro é o estudo das políticas públicas impostas pelo imperialismo para a educação dos camponeses e das relações semifeudais e semicoloniais do capitalismo burocrático brasileiro. A autora identifica as políticas do Banco Mundial, como os programas do Fundescola presentes nos municípios de Rondônia e seus fundamentos neoprodutivistas propagados no Brasil pelo ideário pós-moderno, a partir da década de 1990 e discute as consequências do fechamento das escolas multisseriadas no campo rondoniense e as políticas de formação de professores implantadas arbitrariamente pelo exercício do coronelismo.    O estudo demonstra que as pedagogias do campo propostas pelo “Movimento Por uma Educaçãodo Campo” foram construídas em parceria com órgãos do imperialismo, dessa forma, são ecléticas, pragmáticas e não diferem da educação burguesa pós-moderna imposta pelo imperialismo às semicolônias. Constituem-se numa ação programada do revisionismo atrelado à reação para impedir que avance a luta no campo, pois está comprovada historicamente a combatividade dos camponeses e sua importância no processo revolucionário. A autora defende uma educação científica que esteja plenamente a serviço dos trabalhadores do campo e da cidade, combinada com o trabalho produtivo, a fim de formar o ser humano integralmente. A versão digital do livro está disponível no sítio eletrônico 
http://www.fclar.unesp.br/Home/Instituicao/Administracao/DivisaoTecnicaAcademica/
ApoioaoEnsino/LaboratorioEditorial/serie-temas-em-educacao-escolar-n.19.pdf 
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