Publicado em: 29/04/2014 15:43:45.741
O professor doutor Carlos Alberto Paraguassu-Chaves, docente da Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e pesquisador do Laboratório de Geografia Médica da UNIR, teve sua pesquisa “Morphometric and Statistical Analysis of the Palmaris Longus Muscle in Human and Non-Human Primates” (Morfométrica e análise estatística do músculo palmar longo em humanos e primatas não-humanos), publicada na BioMed Research International, Volume 2014 (2014).
A BioMed Research International é uma das mais conceituadas revistas científicas internacionais, conforme explica o professor. O pesquisador, Ph.d em Geografia Médica, autor de outros 7 livros e ganhador do prêmio Raco Europa de literatura científica, afirma que pesquisas próximas a esta são frequentemente realizadas, ou seja, estudos sobre as variações anatômicas em cadáveres humanos e in vivo.
Para Paraguassu-Chaves, a sua variação tem relevância para a clínica médica, cirurgia, análise radiológica, estudos sobre atletas de alto rendimento, genética e estudos antropológicos. “A maioria dos estudos sobre o palmar longa em humanos estão associados à frequência ou estudo de caso, mas anatomia comparada em primatas e morfométrica comparativas não foram encontradas na literatura científica”, argumenta.
A pesquisa
O projeto de pesquisa passou por uma maratona de avaliações. Foi previamente aprovado por um comitê de ética institucional de pesquisa no Brasil e posteriormente seguiu as regras de cuidados em pesquisas com animais nos EUA e no Japão. O estudo avaliou 14 cadáveres humanos adultos e 15 exemplares de primatas não-humanos com o objetivo de comparar a anatomia do palmar longo em alguns primatas do Novo Mundo e Velho Mundo e os humanos modernos, associando dados observados com os da literatura.
Chegou-se à conclusão que, aparentemente, em primatas, o tamanho relativo do tendão palmar longo parece aumentar a partir de ancestrais para os mais derivados. Isto sugere que este músculo é mais fraco em primatas terrestres, quando comparado com primatas arbóreas. O tendão palmar longo parece ser mais derivado em Gorilla sp., considerando os fatores analisados, mas o tendão é maior em humanos modernos.
“Este é o primeiro estudo a apresentar uma comparação anatômica evolutiva do palmar longo em humanos e primatas não-humanos. Outros futuros estudos podem indicar com mais precisão o caminho evolutivo seguido pelo palmar longo do primitivo aos primatas derivados associados a aspectos tais como a diferença de força muscular entre os primatas e verificação de aspectos anatômicos em mais espécies, e ainda considerar as variações intra e interespecíficos”, explica o pesquisador.
Além do professor Paraguassu-Chaves, também assinam a pesquisa os pesquisadores doutores Roqueline A. G. M. F. Aversi-Ferreira e Tales Alexandre Aversi-Ferreira (Department of Anatomy, Howard University College of Medicine, Washington, USA/Laboratório de Antropologia, Bioquímica, Neurociências e Comportamento de Primatas, Universidade Federal do Tocantins - UFT, Brasil), Rafael Vieira Bretas, Munkhzul Davaasuren e Hisao Nishijo (Department of Physiology, School of Medicine and Pharmaceutical Sciences, System Emotional Science, University of Toyama, Toyama, Japan) e Rafael Souto Maior (Departamento de Fisiologia, Laboratório de Neurociências e Comportamento, Universidade de Brasília, Brasil)da pesquisa Morphometric and Statistical Analysis of the Palmaris Longus Muscle in Human and Non-Human Primates.
O artigo pode ser lido na íntegra nos seguintes endereços eletrônicos: http://www.hindawi.com/journals/bmri/contents/ ou http://www.hindawi.com/journals/bmri/2014/178906/