Projeto da UNIR apoia cooperativas populares


Publicado em: 01/02/2024 16:09:25

Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares, ITCP, atua com coletivos para geração de trabalho e renda


WhatsApp_Image_2024-01-29_at_11-28-50A Universidade Federal de Rondônia (UNIR), por meio da Incubadora Tecnológica de Cooperativa Populares (ITCP), mantem desde maio de 2020, ações para apoiar o desenvolvimento de ações de acompanhamento, formação com grupos de coletivos populares e empreendimentos solidários para promover a construção de alternativas de trabalho, geração de renda e a produção de processos de autonomia dos sujeitos envolvidos.

A incubadora realiza esse trabalho com coletivos populares historicamente marginalizados, entre eles, catadores de materiais recicláveis, populações indígenas e trabalhadores de agricultura familiar, acompanhando e auxiliando para sua organização, permitindo que garantam uma renda básica para sua subsistência. “Hoje somos 11 professores dos mais diferentes departamentos e campos de conhecimento (educação, psicologia, filosofia, geografia, administração, contabilidade, direito) o que garante uma atuação transdisciplinar e mais potente junto aos coletivos populares”, declarou o professor Rafael Christofoletti.   

WhatsApp_Image_2024-01-29_at_11-28-50_(2) ITCP e a Catanorte – O acompanhamento com a Cooperativa Rondoniense de Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis, a Catanorte, surgiu desde o início da incubadora, em 2020, pois a cooperativa, já existente, estava passando por diversas dificuldades. Atualmente a Catanorte, que funciona na comunidade Vila Princesa, nas proximidades do Campus da UNIR em Porto Velho, tem 47 pessoas vinculadas e envolvidas com trabalhos de reciclagem.

Recentemente, em 2023 houve o fechamento do lixão localizado na comunidade da Vila Princesa, e como consequência foi a retirada da renda desses catadores que dependem da coleta seletiva para sua renda básica. Com isso a incubadora está acompanhando a cooperativa em diálogos com os órgãos públicos, para que haja uma maneira de remediar a situação crítica em que os catadores se encontram. Até o momento já foi estipulado um auxílio para as famílias.

A ITCP promove não somente iniciativas de trabalho, mas também de cuidado com as pessoas envolvidas com os coletivos populares invisibilizados, seja em função da renda ou do preconceito. “Esse acompanhamento é uma maneira digna de orientar, organizar e garantir que essas cooperativas e comunidades garantam uma renda básica, digna e também permitindo que se aprimorem em suas atividades”, destacou o professor Christofoletti.

Projetos em andamento – Após o trabalho com a Catanorte, outros projetos foram agregados à ITCP/UNIR. Um deles, a partir de 2022, foi a promoção de compras de cestas agroecológicas diretamente de um coletivo de mulheres de agricultura familiar que não estavam conseguindo vender seus produtos agroecológicos em razão a pandemia de Covid-19.

Atualmente, são 11 projetos vinculados à incubadora: a Incubação da/com a Catanorte 2024; Agroecologia e Economia Solidária: Cestas Agroecológicas do Movimento dos Atingidos por Barragens/RO; Gestão Participativa do Empreendimento de Catadores de Materiais Recicláveis; ITCP UNIR: articulando ações, projetos e coletivos populares; ITCP Contábil 2024; 321 REC: estudo e produção coletiva de comunicação sonora para a cidadania; Economia Solidária e Educação Popular como estratégia para a emancipação e prevenção à violência laboral; O Povo Warao e a Economia Solidária: incubação e formação; REI: Reciclando, Educando e Integrando: Aspectos Jurídicos, Formação e Registro de Cooperativas de Catadores; Beiradas do Olhar: oficinas de experimentação fotográfica do viver às margens do Madeira.

Para saber mais sobre as ações no site do ITCP e no Instagram @itcpunir. 

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